Preconceito Linguístico

Enviada em 14/09/2020

O Brasil é um país muito grande e muito rico. Rico de culturas, etnias, e isso implica em uma enorme variedade linguística. Em 520 ano9s de história o Brasil passou por muitas mudanças, recebeu de braços abertos muitos imigrantes. Com isso, a fala mudou, gírias foram acrescentadas, sotaques ficaram cada vez mais enraizados e a cultura brasileira ficou ainda mais rica.

A língua portuguesa brasileira já passou por muitas mudanças. Palavras foram modificadas, acentos foram acrescentados ou retirados. O fato do Brasil ter uma norma-padrão não impede as pessoas de criarem gírias, variações de uma palavra para facilitar o diálogo. Na fala não existe regra, não existe e nem deve existir a “fala-padrão”. Cada cidade, estado, região tem a sua identidade linguística e isso só enriquece a cultura brasileira.

Ao contrário do que muitos pensam, a variedade linguística une os brasileiros ao invés de separar, ela é enorme  e deve ser admirada e não odiada. Em contrapartida, o preconceito linguístico deve ser abominado, ele sim distancia e discrimina os brasileiros. Existem pessoas que possuem vergonha de falar em público, por medo do preconceito linguístico, quando a sua fala deveria estar sendo respeitada, não vaiada. Falar de forma coloquial não é errado, é comum, e aqueles que julgam isso estão sendo preconceituosos.

A linguagem popular não deve ser vista como errada, o preconceito linguístico não deveria nem existir. Cabe ao Ministério da Educação divulgar e mostrar que a linguagem coloquial é normal e ainda é muito mais usada que a linguagem culta. A linguagem popular é entendível por todos e falar de uma forma diferente do padrão deve ser visto como normal e comum por todos, porque é. Se uma pessoa for discriminada pela fala, sofrer preconceito linguístico, cabe ainda ao Poder Legislativo punir o discriminador. Nunca é tarde para abrir mão do preconceito.