Preconceito Linguístico

Enviada em 08/09/2020

Segundo o romancista e estadista frances Victor Hugo.‘‘A primeira igualdade é a justiça’’. De maneira análoga, na contemporaneidade, esse conceito não se efetiva, haja vista que o preconceito linguístico impede o estabelecimento da justiça social. Diante disso, no Brasil, tanto a exclusão social quanto as falhas estatais surgem como impulsionadores desse imbróglio.

Vale destacar, inicialmente, a exclusão social como impulsionador do problema. Desse modo, segundo o portal de notícias G1 , cerca de 30 por cento dos brasileiros dizem ter sofrido esse preconceito, o qual reflete no quadro nefasto que a população brasileira vive. Logo, em um país que se propõe democrático torna-se inadmissível que a situação do preconceito linguístico persista na sociedade, necessitando urgentemente da atuação das escolas para a reversão da problemática.

Além disso, convém citar a ineficiencia  de medidas governamentais ao tratar a questão. Isso porque as campanhas pouco efetivas e a quase inexistente educação nas escolas e em centros comunitários  para prevenção do preconceito linguístico entravam a superação desse contexto preocupante. Rompe-se, desse modo, a proposta de contrato social defendida pelo filósofo Thomas Hobbes, uma vez que a precariedade de ações do poder público não permite a concretização do direito á educação previstos no artigo 6 da Constituição Federal de 1988. Logo, a grave condição que envolve o tenebroso quadro brasileiro permanece sem solução.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar tal questão. Nesse aspecto cabe ao Estado -agente responsável pelo controle social investir na criação de um plano nacional de mitigação nas escolas palestras ministradas por psicólogos e polícias, por meio da reorganização das diretrizes orçamentárias do erário, a qual permita alerta e orientar sobre a valorização da cultura linguística a fim de reverter a atual conjuntura do preconceito linguístico.