Preconceito Linguístico
Enviada em 02/09/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. Contudo, percebe-se a negligência da sociedade no que tange à questão do preconceito linguístico. Diante disso, nota-se a configuração de um grave problema: fragilidade na comunidade em virtude da estagnação social e da inércia estatal.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o silenciamento social é o fator determinante para a permanência do problema no Brasil contemporâneo. Sob esse viés, o teórico social Michel Foucault defende que, na sociedade pós moderna, alguns temas são silenciados para que os alicerces do poder continuem mantidos. Contudo, na atualidade, percebe-se uma omissão no que se refere às discussões acerca do preconceito linguístico, que tem sido uma questão silenciada no país. Desse modo, sem diálogo sério e massivo a respeito dessa problemática, sua resolução é quase utópica.
Em seguida, é relevante examinar a teoria inspirada pelo positivismo de Augusto Comte, a inscrição da bandeira nacional brasileira sugere que o progresso só é conquistado mediante o estabelecimento da ordem. Todavia, o caos promovido pelo preconceito linguístico impede que a sociedade hodierna progrida. Tal impasse decorre, principalmente, da inércia estatal, pois, só depende do Estado mediar as relações sociais e garantir o direito à igualdade para todos.
Em suma, é necessário converter a situação atual. Dessa maneira, o Ministério da Educação, juntamente com a sociedade, deve desenvolver projetos que informem a sociedade sobre a importância de agir para garantir à igualdade para todos. Isso deve ocorrer por meio de programas gratuitos, feitos por profissionais que estudam dados estatísticos sobre o problema, e com a finalidade de evitar a situação de alienação e insuficiência intelectual presentes nos membros das pessoas que tem forma de falar diferente.