Preconceito Linguístico
Enviada em 02/09/2020
No limiar do século VI a.C., com o início da expansão da civilização Romana, houve a imposição do latim em inúmeros povos conquistados pelo império. Desse modo, a disseminação da língua em conjunto das existentes, favoreceu diversas derivações que até hoje estão em constantes mudanças. Contudo, atualmente no Brasil, a imposição da unicidade do idioma como a certa por muios indivíduos, afeta a variedade cultural de uma determinada língua. Logo, essas pessoas tendem adotar composturas preconceituosas, tendo tal problemática associada a hierarquização dos dialetos e a baixa qualidade da educação pública no Brasil.
Primeiramente, deve-se ressaltar que a importância do campo da linguagem. A fim de ser um fator que concede ao homem a possibilidade de compreender e interpretar o mundo ao seu redor, viabilizando a incoerência da exclusão social mediante ao preconceito linguístico. Porquanto, tal hostilidade interfere na ascensão dos menos favorecidos economicamente, uma vez que a população de baixa renda não possui boa qualidade de educação para que consiga atingir as “metas” impostas pela população privilegiada, visto que estas conseguem o progresso financeiro em virtude da sua linguagem.
Por conseguinte, segundo a premissa de Malala Yousefzai, “A diversidade garante que as crianças possam sonhar sem colocar fronteiras ou barreiras para o futuro e os sonhos delas”. Nesse ínterim, cabe destacar que o caráter cultural e diversificado da fala, o qual há desconhecimento, sendo este um elemento que contribui para as atitudes discriminatórias que proporcionam a hierarquização dialética. Entretanto, a esfera de valores e formações distintas peculiares ao Brasil torna, também, a língua móbil e diversa, condição que deve ser valorizada.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Cabe às universidades e escolas, enquanto formadoras cidadãs, promover e expandir tais discussões, por meio de palestras, atividades lúdicas e debates para esclarecer a diversidade cultural e linguística, visto que segundo Immanuel Kant ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele", a fim de dissipar os preconceitos enraizados na sociedade. Além disso, o Governo deve administrar maior parte do PIB do Estado para o Ministério da Educação, que poderá potencializar o ensino do país, facilitando a possibilidade de ascensão social dos menos favorecidos, que conjuntamente a algumas empresas poderão proporcionar estágios e vagas de empregos para a população necessitada, visando o aumento das melhores condições de vida e a diminuição da desigualdade social, que pelo preconceito as oportunidades são menores. Destarte, será tangível, pelo saber, dissipar os pressupostos que segregam inúmeras pessoas.