Preconceito Linguístico

Enviada em 02/09/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita. Porém, o preconceito linguístico no Brasil é o oposto do que o autor prega. Esse cenário contrário é fruto tanto da ideologia geradora do preconceito, quanto do assédio linguístico.

Nesse contexto, é essencial pontuar que o desrespeito com os “incultos” deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo Marta Scherre, ninguém tem o direito de causar constrangimento ao seu semelhante pela forma de falar. Devido à falta de atuação das autoridades, que não criaram formas de conscientizar parte da população (que são os “detentores da língua portuguesa”) é que surgem desavenças por essa parte da sociedade, por achar que são os únicos corretos e que os outros falantes estão errados.

Ademais, é indiscutível ressaltar o assédio linguístico como promotor do problema. Partindo desse argumento, muitas pessoas que são assediadas dessa forma acabam buscando recursos para aprender a norma-padrão da língua portuguesa, fazendo assim, com que aos poucos se perca a cultura brasileira nesse aspecto.

Portanto, com o intuito de amenizar o preconceito linguístico, é preciso que o Ministério da Educação invista em palestras conscientizadoras, por meio de escolas públicas, particulares e praças públicas, com o intuito de que as crianças já cresçam conscientizadas e que os adultos também se conscientizem, com o objetivo de que o preconceito linguístico se reduza drasticamente na sociedade.