Preconceito Linguístico

Enviada em 06/09/2020

O preconceito linguístico é, segundo o linguista e professor da UnB, Marcos Bagno, todo juízo de valor negativo às variedades linguísticas de menor prestígio social. É muito comum, perceber a manifestação desse preconceito associado a outros, como o socioeconômico, por exemplo. No Brasil, manifestações com este cunho maldoso são muito comuns e a principal forma de combate é por meio do acessoa à educação.

A priori, é mister destacar o livro “Preconceito linguístico: o que é, como se faz” do linguista brasileiro, já mencionado, Bagno. A obra é dividida em três partes e a primeira conta sobre a mitologia do preconceito linguístico. Essa antipatia é fruto da ignorância, da intolerância ou da manifestação ideológica, segundo o autor, por isso, faz-se tão marcante na sociedade do Brasil. Ademais, o professor cita como as escolas são responsáveis por disseminarem e intensificarem essa repulsão, pois valorizam a gramática normativa em detrimento à língua falada.

Ainda sob o mesmo ponto de vista, vale ressaltar a segunda divisão do livro, a qual explica o círculo vicioso do preconceito linguístico. Marcos Bagno fala sobre alguns mitos da língua portuguesa e apresenta como os mesmos são propagados pela gramática tradicional e pelo ensino nas escolas. Dessa forma, essas “crenças” são perpetuadas e, a população mais carente é discriminada por não falar a norma culta da língua portuguesa, ocorrendo o preconceito linguístico associado ao socioeconômico.

Portanto, faz-se necessária a adoção de medidas exequíveis para a resolução de tal problemática. O Estado deve, por meio do Ministério da Cultura e da Educação, aumentar o investimento na área da educação e valorizar a Ciência das Linguagens; de modo a combater o preconceito linguístico no Brasil. A área de Linguagens compreende não somente a Gramática, mas a Literatura também, o que promove um enriquecimento cultural mais amplo da sociedade, além da tomada de consciência.