Preconceito Linguístico
Enviada em 03/09/2020
No livro “Vidas Secas” do autor brasileiro Graciliano Ramos, mostra o vaqueiro Fabiano, que por não ter frequentado a escola e possuir dificuldades na comunicação devido ao seu vocabulário, se julga pouco inteligente. Infelizmente, fora da ficção, o preconceito linguístico contra vocabulários diferentes, se faz presente na realidade brasileira. Nesse contexto, há o bloqueio de comunicações variantes e a persistência de transmissões midiáticas que reforçam o preconceito.
Em primeiro lugar, com a chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, houve o encontro entre línguas diferentes, que acabou sendo imposta a língua portuguesa como a obrigatória, excluindo a língua falada pelos indígenas. Com isso, ainda ocorre a omissão de variações linguísticas, principalmente em áreas pobres e marginalizadas. Desse modo, gera o impedimento de expressões comunicativas de um determinado grupo, prejudicando sua história e cultura.
Em segundo lugar, os livros didáticos trazem a gramática portuguesa como certa, ensinando às pessoas qual é o jeito correto de se falar. Com isso, as mídias reforçam esse ensinamento programas humorísticos debochando do jeito de se falar. Dessa maneira, programas e livros contribuem para que o preconceito continue não reconhecendo as variantes que existem no Brasil.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para resolver tal impasse. Cabe ao Ministério das Comunicações junto com o Ministério da Educação impedir programas e livros que transmitem o preconceito linguístico, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve possuir que, todo programa apresentado deve possuir respeito à toda linguagem, e os livros trazerem as variantes da língua portuguesa. Feito isso, a sociedade brasileira poderá usufruir de sua diversidade linguística.