Preconceito Linguístico

Enviada em 03/09/2020

Com o surgimento do iluminismo, entendeu-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a forma como são tratadas pessoas com sotaques típicos ou que não sabem usar a norma culta, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela forma preconceituosa que essas pessoas são tratadas, seja pela exclusão social.

Segundo o filosofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, de maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, existe uma grande diferença na maneira que pessoas com sotaque de regiões distintas, a exemplo a região nordestina e norte que são tratados de forma pejorativa, rompendo assim essa harmonia, haja visto que não existe apenas um jeito correto de falar.

Outrossim, destaca-se também a linguagem como divisor social, como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o faro social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade e, generalidade e coercitividade. Observa-se assim que a linguagem culta é usada por classes mais ricas e a “linguagem informal” por classes menos desfavorecidas, consequência do pouco acesso a recursos educacionais.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir, a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, o governo deve criar leis para reverter a situação, com punições e multas, promovendo assim uma tentativa de parar com essas ações danosas. Paulo Freires dizia que, a educação transforma as pessoas, e as pessoas transformam o mundo. Logo o Ministério da Educação deve instituir, na escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito de formas de fala diferente, a fim do tecido social se desprenda de certos tabus.