Preconceito Linguístico
Enviada em 03/09/2020
Com a vinda da Família Real Portuguesa, em 1808, o Brasil passou por um processo de colonização o qual tornou o país miscigenado e, por conseguinte, houve uma grande pluralidade linguística e cultural. Entretanto, apesar de haver uma rica diversidade no país, substancial parcela da população ainda sofre o preconceito linguístico. Seja por padrões enraizados como o certo e o errado no que tange o modo de falar, seja pela xenofobia presente em muitas regiões. Portanto, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para resolver o imbróglio.
Em primeiro lugar, consoante à fala da lexicóloga Biderman, a língua é responsável por transmitir a herança cultural de um povo que carrega aspectos de vida, das crenças e valores de uma sociedade. Contudo, muitos cidadãos ainda sofrem julgamentos pelo modo de falar, como o Chico Bento, personagem caipira descrito nos quadrinhos pelo escritor Maurício de Sousa, o qual era exposto a chacotas e repressões pelos colegas de sala.
Outrossim, de acordo com Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Paralelamente a esse pensamento, vale-se mencionar os dados divulgados pela Secretária Especial de Direitos Humanos, do Ministério de Justiça e Cidadania, os quais mostraram um aumento de 633% nas denúncias de xenofobia em 2015. Desse modo, torna-se necessário que os poderes públicos interfiram nesta problemática.
Urge, portanto, que as escolas, como instituição formadora do pensamento crítico, promovam aulas e palestras com o objetivo de reeducar e desmitificar o pensamento errôneo acerca da pluralidade linguística existente no país. Além disso, cabe aos Poderes Legislativo e Judiciário reforçarem as leis existentes e julgarem indivíduos que praticam a xenofobia, com a finalidade de que os cidadãos não sofram o mesmo que o personagem fictício Chico Bento. Feito isso, o país estará isento desse problema.