Preconceito Linguístico
Enviada em 16/09/2020
Na canção “ABC do sertão” de Luiz Gonzaga, reproduz o alfabeto fonêmico da sociedade presente no sertão nordestino. Ademais, a maneira de falar diverge-se em todos os estados brasileiros, cada região expressa-se de diferentes formas. Contudo, tal realidade aponta para uma repressão regional por supremacia social. Dentre tantos fatores para a ocorrência dessa adversidade, destacam-se: a miscigenação do Brasil e a xenofobia.
Primeiramente, o povo brasileiro, pela sua formação histórica, é miscigenado cultural e etnicamente. Desde a colonização do Brasil, quando os portugueses impõem ao indígena a língua portuguesa, desprezando toda a sua cultura, transtorna, até a atualidade, o preconceito contra os mesmos. No entanto, tal estorvo não se aplica somente ao povo indígena, mas todo aquele que se diverge à língua portuguesa na norma-padrão.
Quanto à xenofobia, é resultada pela imposição da norma-padrão à sociedade. Tal transtorno ocorre ao povo nordestino, principalmente em mídias sociais. Como verifica-se no ano de 2018, logo após o resultado das eleições presidenciais, de acordo com o portal de notícias G1, foram publicados diversos comentários xenofóbicos aos nordestinos. Entretanto, grande parte da população acredita que a linguagem coloquial é uma maneira “errada” de falar, mas além de correta, enfatiza a cultura regional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve enfatizar a miscigenação cultural e étnica do povo brasileiro por meio de palestras e projetos em escolas. O preconceito está presente na sociedade de diferentes formas e a melhor maneira de combatê-lo é através do conhecimento. Espera-se, com essa medida, que o preconceito linguístico seja freado no Brasil.