Preconceito Linguístico
Enviada em 05/09/2020
Analisando o atual cenário do país, é lamentável perceber que vivemos tão arraigados a preconceitos e discriminações mesmo com a evolução constante nos meios de comunicação e rede de informações. Ilustrando tal realidade, temos a notória associação do saber científico e teórico com a inteligência e capacidade crítica das pessoas. É justamente essa associação que faz com que milhares de brasileiros sofram diariamente com o preconceito intelectual e linguístico.
É importante destacar que tal discriminação não se limita a fala coloquial da língua portuguesa, mas se estende a intolerância com gírias regionais e até mesmo sotaques. É inaceitável a realidade de um país onde profissionais plenamente capacitados são discriminados unicamente por sua forma diferente de pronunciar. Exemplo disso são os profissionais da área de comunicação e rede de televisão, uma vez que em muitos casos precisam desconstruir toda uma cultura associada a sua fala para agradar um público que não daria credibilidade ao seu sotaque.
Além disso, é imprescindível observar que desde a colonização brasileira, onde a língua portuguesa foi estabelecida aos nativos, todos os brasileiros são fluentes, porém, mesmo que todos falem a mesma língua há diversas particularidades no contexto regional, etário, social e histórico. Uma vez que ao falar de uma forma de comunicação não se trata de um bloco homogêneo e sim suscetível a variações como ocorrido com as palavras “supimpa” e “fuzarca” que já foram muito usadas mas atualmente caíram em desuso.
Analisando as questões supracitadas, fica evidente a discriminação linguística enraizada na sociedade brasileira. Com a finalidade de solucionar tal problemática se faz necessário a adoção de um modelo de conscientização durante o processo educacional, com informações sobre a forma coloquial e diversidade de culturas regionais, para que os estudantes se formem com a consciência de pluralidade e reconheçam a importância cultural de cada fala.