Preconceito Linguístico
Enviada em 06/09/2020
O Brasil é um país de grande extensão, miscigenado e que engloba diversas formas culturais, de mesmo modo, a língua portuguesa é expressa de diferentes maneiras em cada região. Porém, a presença do preconceito linguístico demonstra que a língua portuguesa ainda é fator de exclusão social, visto que, cidadãos que não tenham acesso à educação, assim como, populações em fragilidade econômica são as mais afetadas.
A priori, cabe analisar as consequências prejudiciais de que a falta de alfabetização produz na sociedade. Segundo o Pnad de 2019, no Brasil existe 11 milhões de analfabetos, o que implica à marginalização dessa população, de forma que, sem o domínio da norma culta vigente sofrem com o preconceito linguístico. Conforme Marcos Bagno em seu livro “preconceito linguístico: o que é, como se faz”, o preconceito presente deriva de um padrão imposto por elites econômicas e intelectuais as quais classificam como reprovável toda forma de expressão que não esteja de acordo com tal modelo.
Por conseguinte, a desigualdade social reforça o problema da falta de acesso à educação e, não obstante, impulsiona o ciclo do preconceito linguístico, visto que, para pessoas com menor poder aquisitivo o investimento em educação torna-se secundário. Ainda, segundo Bagno o preconceito socioeconômico é um dos quais ocasiona as mais graves consequências como: a dificuldade do acesso ao trabalho de pessoas que não tenham o pleno domínio da língua e, consequentemente contribui para a chamada “ciclicidade da pobreza”.
Logo, o investimento em educação não somente trará benefícios para o cidadão como também pode ser uma ferramenta de combate ao preconceito linguístico existente no país. Portanto, cabe ao governo Federal à destinação de verbas para o fomento a educação, assim como o estabelecimento de medidas que visem a diminuir a desigualdade social, o que pode ser feito mediante a diminuição do salário e benefícios dos políticos brasileiros a fim de garantir o equilíbrio social.