Preconceito Linguístico
Enviada em 14/09/2020
A Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se o contrário, quanto a questão do preconceito linguístico.
Marcos Bagno, em sua obra Preconceito Linguístico: o que é, como se faz de 1999, afirma que há um padrão de língua imposto pela elite econômica e intelectual e este, considera como erro tudo o que se diferencie desse modelo. Visto isso, o maior alvo deste problema são as classes sociais menos favorecidas, as quais possuem um menor acesso a educação formal e ensino de qualidade.
Desse modo, por mais que as variações linguísticas estejam presentes como conteúdo nos livros didáticos da língua portuguesa que são ensinados nas escolas e, os brasileiros possuírem diferentes formas de se expressar linguisticamente, de acordo com a sua região, a fala sertaneja, caracterizada pela troca da consoante R pela L em sua pronúncia, é um dos motivos de deboche e preconceito entre indivíduos com maior domínio da norma padrão.
Contudo, uma intervenção faz-se necessária para que o preconceito linguístico não seja mais um problema no Brasil e no mundo. Já dizia Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Dessa forma, é importante trabalhar a adequação linguística nas escolas. Os professores devem investir em trabalhos que exijam dos alunos o conhecimento da diversidade linguística de seu território. Isso pode ser feito distribuindo os estudantes em grupos e cada grupo deve ficar responsável por uma região do país, a qual deve ser estudada suas diferentes formas de pronúncia para apresentar ao restante da turma. Com esta atividade, os alunos irão aprender de forma dinâmica e divertida a conhecer e respeitar as formas de comunicação de cada pessoa, garantindo assim um melhor convívio entre elas.