Preconceito Linguístico

Enviada em 08/09/2020

O Preconceito Linguístico sempre foi marcante na história do Brasil, desde o descobrimento do território. A catequização dos povos Indígenas com a língua colonizadora foi uma maneira de domínio e poder. Ademais, a discriminação da língua resulta de idealizações propostas por classes dominantes e preconceitos já existentes.

Primeiramente, é importante destacar o impacto que a Elite possui na linguagem utilizada. De acordo com o livro Preconceito Linguístico (Marcos Bagno), o preconceito deriva-se de padrões impostos por uma classe intelectual e econômica vangloriada como superior. Por exemplo, em 2016 um Médico plantonista ridicularizou o paciente por ter pronunciado as palavras ‘‘Raio X’’ e ’’ Pneumonia’’ de uma maneira que afastava-se das normas gramaticais (G1.Globo). Logo, o paciente que concluiu apenas o Segundo ano do Ensino Fundamental ficou constrangido com a situação.

Além disso, o preconceito linguístico está ligado com outros preconceitos existentes. Isto é, as intolerâncias socioeconômicas, regionais, culturais e entre outras desprezam as classes sociais que não tiveram acesso ás melhores Instituições de ensino e mercado de trabalho. Ainda mais, o Sociólogo Pierre Bourdieu relata que ocorreu uma exclusão social das variantes linguísticas, exemplificando que em filmes os atores com papéis de Nordestinos, negros, com profissões ditas ‘‘comuns’’ e com baixa escolaridade normalmente são intelectualmente despreciados.

Dessarte, é de extrema relevância que o Governo, juntamente com o Ministério da Educação (MEC) desenvolva campanhas - utilizando redes sociais e Instituições de ensino - mostrando a importância da empatia com todas as línguas e maneiras de comunicação existentes. Ainda por cima, disponibilizar um ensino de qualidades e programas de inclusão educacional, atraindo crianças, jovens, adultos e idosos aos estudos. Dessa maneira, as classes reprimidas poderão ter a oportunidade de ter uma maior participação na sociedade e de conseguirem uma qualidade de vida maior à partir da conquista educacional.