Preconceito Linguístico
Enviada em 11/09/2020
Cine Holliúdy, dirigido por Halder Gomes, é um filme cearense que ficou conhecido por — mesmo se tratando de um longa brasileiro — conter legendas. Isso porque, termos como “estrambólico” ou “espilicute”, poderiam não ser facilmente entendidos por qualque um sem a ajuda das mesmas. O preconceito línguistico é gerado a partir daquilo que não se está acostumado a ler ou ouvir, julgando-o como errado, simplesmente por este, fugir do que a norma culta apresenta como certo. Fica evidente que em um país onde há tamanha diversidade sociocultural como Brasil, as escolas e os meios midiáticos devem ser os principais a disseminar o prejulgamento.
A priori, o preconceito linguístico é um problema social; porque no país, educaçao e renda estão interligados. Considerando o panorama de uma criança que mora no interior e não frequenta a escola, pressupondo que sua familia viva em extrema pobreza, ela não terá acesso a além de outra matérias, ao conhecimento da gramática normativa, deixando-a a ter somente o que escuta como base. Isso é, palavras como “pensanu”, comum nos estados da Bahia e Minas Gerais, se tornam habtuais em seu cotidiano, deixando-a vunerável à opinião alheia daqueles que não vivem na mesma região que si própria, e que não tem a sapiência da diversificação fônica ou até mesmo de sotaques. Desta forma, a gramática tradicional de livros didáticos e o ensino da escola não são propagados aos mais carentes; e quando mais distante da norma culta, mais criticado é o falante.
Em segundo plano, é importante salientar que a mídia tem um papel nessa luta contra o preconceito, visto que é ela própria, por meio de apresentações de comédias com piadas regionalistas, filmes ou séries, que podem trazer estranhamento ao público que assiste sobre sotaques, gírias e verbetes das regiões brasileiras. É certo, que vindo dela — mídia — uma mensagem sobre o assunto, alertando a situação, a aceitação fora das telas e ondas sonora ou o que for, será muito maior e pouco a pouco, ajudará na disseminação ou pelo menos diminuição do problema.
Assm, é mister que as escolas e os meios midiáticos “conversem” com seus respectivos públicos sobre o preconceito línguístico e que em um país de tamanho continetal a diversidade é muito grande, e sobre a importância de respeitar cada diferença. Além dos canais de televisão poderem fazer tal, as escolas devem se responsabilzar em passar filmes durante as aulas que possam abranger sotaques ou daletos diferentes dos quais os alunos estão acostumados, para que com isso eles tenham o conhecimento de que não é somente o que está nos livros didáticos é correto, jogando por terra, assim, o prejulgamento e permitindo que cresça uma geração que não precise de legenda para assistir a Cine Holliúdy.