Preconceito Linguístico

Enviada em 07/09/2020

Desde a antiguidade, pessoas eram excluídas socialmente por não serem falantes da língua padrão, um exemplo, é na Grécia, em que consideravam bárbaros aqueles que não não falavam latim. Dessa forma, na sociedade contemporânea, devido às variações linguísticas, surge o preconceito linguístico, o qual inferioriza e exclui socialmente indivíduos com dialetas e formas diferentes de falar.

A priori, vale ressaltar que a  formação da sociedade brasileira foi fruto da fusão de variadas culturas no processo de colonização, dentre elas, portugueses, africanos e indígenas, o que gerou a diversidade grande de dialetos e variações na língua. Contudo, a concepção errônea de que a gramática é o único meio para a ser considerado, faz com que instrumentalize ela como forma de perpetuar e legitimar esse preconceito, como por exemplo casos de quando alunos são marginalizados em salas de aula por falarem diferente, acentuando, assim, a desigualdade social e posteriormente exclusão desses indivíduos conforme afirma Marcos Bagno que essa forma de ensino pode assumir o papel de excludente e marginalizadora.

Nesse sentido, tais esteriótipos é visto em obras televisivas, uma vez que demostra os indivíduos com sotaques e expressões regionais de forma satírica e desprezível, além disso na obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, evidência os vocábulos regionais nordestinos como inferiores e errados. Consequentemente, tais situações acabam legitimando comportamentos preconceituosos e excludentes para com os indivíduos falantes certas variações regionais.

Diante dos fatos supracitados, é basilar que o Ministério da Educação em consonância com a escola promovam por meio de palestras e projetos a disseminação de valores como respeito à valorização da diversidade cultural, com intuito de amenizar o preconceito e inferiorização daqueles que não são adeptos do padrão, tudo isso para mitigar as mazelas sociais e marginalização da sociedade.