Preconceito Linguístico
Enviada em 09/09/2020
A Eugenia é uma teoria que representou movimentos autoritários no mundo, pois ela defende uma raça superior as outras. Dessa forma, notório que tal conceito está presente na sociedade atual, já que certas camadas da população se sentem superiores as outras. Tal fato é perceptível em relação ao preconceito linguístico, no qual grupos com variantes linguísticas sofrem uma exclusão social. Destarte, é evidente que existe uma sociedade intolerante e marcada por uma luta de classes disfarçada.
Em primeiro lugar, o Brasil contemporâneo é marcado pela intolerância a variantes linguísticos, já que existe uma noção de que o domínio da norma culta é um instrumento de superioridade. A Segunda Guerra Mundial foi marcada pelo Nazismo, na qual apenas uma raça superior deve existir. Embora tal movimento tenha sido extinto devido sua criminalidade, a noção de superioridade eugênica é presente na sociedade atual, já que grupos com maior prestígio social, e consequentemente, uma linguística mais próxima da norma culta, são vistos como superiores. Apenas para ilustrar, os personagens nordestinos das novelas brasileiras são retratados como grotescos devido ao seu regionalismo linguístico, e com isso, cria-se uma visão errada ao estabelecer um esteriótipo a determinado grupo. Dessa forma, a intolerância linguística brasileira associada a grupos autoritários ascendidos socialmente, acarreta uma nação discriminante e excludente devido a noção de superioridade.
Ademais, o preconceito linguístico é marcado por uma noção de ascensão de um grupo sobre o outro devido ao idioma. O sociólogo Karl Marx defendia a teoria de que existe uma luta de classes, isto é, a classe maior sempre estará tentando dominar a menor. Tal conceito está presente no Brasil, já que o assédio linguístico é uma forma de humilhação a um grupo. Conforme uma reportagem do “Fantástico”, um médico humilhou um paciente que não sabia pronunciar as palavras pneumonia e raio-x. Tal fato expõe que a classe dominante socialmente não respeita as variantes da língua e por conseguinte, reprime o indivíduo de uma posição hierárquica inferior. Assim, a existência de uma classe superior a outra acarreta uma descriminação de indivíduos que possuem variantes linguísticas de um mesmo idioma, e consequentemente, afeta a sociabilidade dessas pessoas.
Portanto, o preconceito linguístico é um problema no país e necessita de intervenções. Assim, o Poder Legislativo deve criar uma lei que proteja os grupos afetados, por meio de longos debates inclusivos, já que essas pessoas não possuem voz na sociedade, a fim de diminuir a intolerância sofrida pelas vítimas. Além disso, a mídia deve criar debates na sociedade, por meio de vídeos e banners informativos nos canais de comunicação, com o intuito de diminuir a noção de superioridade eugênica devido ao idioma. Assim, o Brasil conseguirá diminuir o preconceito linguístico da sociedade.