Preconceito Linguístico

Enviada em 08/09/2020

Educação: liberdade ou intolerância

De acordo com o filósofo São Tomas de Aquino paralelo ao 6º Artigo da Constituição Federal de 1988, é dever do estado assegurar a dignidade humana e a educação a todos os indivíduos independentemente de classes, cor e etnia. Não obstante, a desigualdade educacional no Brasil ainda prevalece, gerando a discriminação linguística entre classes sociais, na qual, precisa ser erradicada.

É primordial ressaltar que, a educação brasileira não atinge todas as áreas do país e difere-se de um estado a outro. Por isso, a parcela da sociedade vulnerável a pobreza extrema sofre com esse tipo de discriminação, realizado pela classe média-alta, pois não possuem condições financeiras para manter-se no ambiente escolar e tendo como princípio sustento de suas famílias, mantendo o indivíduo ainda mais longe da conquista de sua cidadania. Nesse contexto, comprova-se a ideia do filósofo Albert Einstein, que relata a facilidade de desintegração de um átomo do que o preconceito da sociedade.

Atrelado a isso, ocorre a competição do domínio da norma culta, como se houvesse uma maneira “correta” de comunicação. Dessa forma, a competição possui um parâmetro: norma culta, quanto maior a dificuldade de dicção e escrita maior o preconceito ao comunicante. Entretanto, existe também a disputa da norma culta entre nativos e imigrantes de outros estados brasileiros, como, por exemplo: os baianos e mineiros que possuem a subtração do “d” e a adição do “u” nos finais das palavras no gerúndio, que ao migrarem a outros estados sofrem com a discriminação. Certamente, “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes. ” Paulo Freire.

Urge, portanto, a necessidade da erradicação dessa problemática. Portanto, a intervenção do Ministério da Educação (MEC) juntamente com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) atuando principalmente em áreas de extrema pobreza do país, com a promulgação de projetos educacionais realizado por profissionais da educação e visando o combate ao analfabetismo e semianalfabetíssimo em qualquer faixa etária. Além disso, a integração de bibliotecas púbicas é fundamental para a melhor dicção e escrita de todos os indivíduos interligados com palestras de incentivo a comunidade para a obtenção da educação básica. Por fim, ao analisar a crise educacional no país e inúmeros dialetos estaduais, cabe a sociedade compreender que a “regra da norma culta” é apenas um pretexto para guiar a língua portuguesa e pode ser compreendida de várias maneiras de dicção e escrita. Segundo Helen Keller, a educação mais perfeita é a tolerância.