Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

No início da história do homem, na Idade Antiga há 4.000 anos a.c, surgiu uma das mais importantes criações da época, a escrita. A partir daí, este meio de comunicação facilitou a interação entre povos e assim, no decorrer dos tempos, desenvolveu-se uma norma padrão em cada país. Porém, no Brasil, a diversidade cultural faz com que haja uma ampla variedade linguística, e de fato muitas pessoas compreendem a pronunciação diferente do próximo como uma maneira “errada”, desse modo, a intolerância frente a variante linguística é um problema grave que precisa ser combatido.

Atualmente, em todas as escolas e em diversos meios de comunicação são exigidos apenas a norma tradicional, na qual fortalece a discriminação não só com a pronúncia, mas também com a escrita. Contudo, estudar apenas um padrão tornas as pessoas intolerantes quando se comunicam com pessoas de outras regiões ou que não têm o mesmo acesso à educação, como é o caso da Blogueira Marcela Tavares que posta diversos vídeos no Youtube ensinando a língua portuguesa de uma forma preconceituosa. Portanto, é perceptível que esta discriminação social está direcionada à dissemelhança de culturas e ao analfabetismo.

Ademais, com diferenças entre regiões brasileiras, a norma culta sofre diversas transformações, e como resultado disto, manifestam-se os sotaques, formas de fala totalmente extintas de erros, mas considerado inaceitável por muitos devido a falta de informação e convívio com a variação fonética, visto que novas palavras surgem com base nas variantes faladas. Infelizmente, outro alvo indefeso das injúrias é a população analfabeta ou que tiveram ensino insuficiente, inferiorizar estes cidadãos é uma ação maldosa, pois nem todos têm as mesmas oportunidades estudantis. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), a população analfabeta é de 11,3 milhões de pessoas e como educação e renda estão interligadas torna-se ainda mais desumano inferioriza-los.

Em suma, uma vez que no Brasil não é permitido nenhum tipo de preconceito, o Governo Federal, em junção aos Ministérios da Educação e Segurança, a partir de verbas destinadas a cada área, deverá tornar igualitário o sistema de ensino independente da classe social, para que alunos possam aprender os distintos tipos de linguagem e não apenas a norma culta. Também devem ser construídos institutos regionais para alunos maiores de idade que tiveram pouco ou nenhum acesso à educação. E serão punidos aqueles que despertarem o preconceito, com pagamento de multa e detenção. Estas ações serão feitas por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Desse modo, o analfabetismo será extinto, assim como o preconceito e todos compreenderão que este tipo de discriminação não passa de um mito e que sem as variedades não existe a língua portuguesa.