Preconceito Linguístico
Enviada em 09/09/2020
Diversidade é sinônimo de exclusão
Na segunda metade do século XX foi criada a Organização das nações unidas (ONU) para assegurar os direitos humanos e o bem estar social. Não obstante, o preconceito linguístico perdura na sociedade brasileira, indo na contramão desses direitos no país. Isso se deve, sobretudo, à baixa condição socioeconômica dos indivíduos e a sua cultura regional.
Sob essa conjuntura, conforme defendido pelo escritor Marcos Bagno, a discriminação com base no modo de falar é encarado com naturalidade, principalmente pela elite econômica intelectual, desencadeando segregação e exclusão social. Nesse sentido, pessoas de baixa escolaridade são tidas como ignorantes pelo senso comum por não seguirem majoritariamente a gramática normativa. Dessa forma, é necessário que os governantes levante reflexões sobre variação linguística na sociedade.
Além disso, vale ressaltar o preconceito exacerbado ao falar nordestino. A esse respeito, os meios de comunicação ressaltam essa problemática por propagarem o ódio relacionado aos sotaques e gírias das regiões do Norte do Brasil. No entanto, segundo o escritor Albuquerque Junior, a fala é um instrumento de identificação regional do indivíduo, qualquer tipo de comunicação oral deve ser respeitada. Lê-se, pois, é paradoxal que, em um Estado Democrático, ainda haja o ferimento de um direito previsto constitucionalmente: o direito ao bem estar social.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade em combater o preconceito linguístico no Brasil. Nesse contexto, o MEC através de uma lei promulgada pelo poder Legislativo, deve implementar nas escolas uma matéria curricular sobre os benefícios da variação linguística, por meio da inclusão de professores qualificados. Essa iniciativa teria finalidade de encerrar com o preconceito linguístico e, consequentemente, acabar com a segregação social.