Preconceito Linguístico

Enviada em 09/09/2020

O preconceito linguístico é o ato de discriminar a linguagem, muitas das vezes pelo sotaque. O período pré-colonial mostra que esse problema está presente na terra tupiniquim desde aquela época pois, é perceptível que os índios que aqui já habitavam tiveram suas identidades perdidas pois os portugueses estabeleceram uma norma de prestígio que somente a eles agradavam, que fora o Português de Portugal. Entretanto, na contemporaneidade ainda é possível notar a busca da sociedade por essa “norma de prestígio urbana” homogeneizada entre toda a nação.

Em primeiro lugar, é importante destacar as causas culturais que influenciam nessa questão. De acordo com o conceito de “Capital Cultural”, do sociólogo Pierre Bordieu, a classe dominante discrimina menores comunidades e regiões que, por suas respectivas culturas e gírias, são considerados inferiores à elite, tendo assim que ceder de suas respectivas culturas para “se encaixarem” na norma padrão de linguagem.

Por conseguinte, nota-se que a “norma de prestígio” atua como preconceito linguístico, tendo em consideração, por exemplo, a ex-jornalista Nilce Moretto – atual dona do canal “Cadê a chave” no Youtube – informou em um de seus vídeos o motivo da qual levou ela a falar “tão bem” como jornalista. Ela afirmou que, jornalistas recém formados passam por fonoaudiólogos a fim de “corrigirem imperfeições” linguísticas tais como gírias e sotaques.

Portanto, faz-se necessário medidas que conscientizem a população, combatendo assim o preconceito linguístico que diariamente afeta comunidades e regiões brasileiras. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de elaborar propostas de intervenção para o combate ao Preconceito Linguístico no Brasil. O estado, por meio do Ministério da Educação, deve investir em palestras educacionais nas escolas que conscientizem a população que, a variação linguística é uma cultura que deve ser valorizada, incentivando assim, a apreciação cultural e a aceitação das variações linguísticas sociais, regionais, históricas e estilísticas.