Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

Jeca Tatu, personagem famoso da literatura modernista brasileira é retratado como inferior pela sua forma de falar, nesse sentido a arte ilustra a vida, pois assim como o personagem muitos brasileiros ainda sofrem de preconceito linguístico como forma de opressão intelectual associada, principalmente, à status e prestígio social.

Durante a História Ocidental a linguagem escrita foi limitada às autoridades governamentais ou eclesiásticas e portanto houve uma errônea associação entre o domínio da escrita normativa e ascensão social.

As ideias em epígrafe estão arraigadas na sociedade em que é comum a frequente correção do coloquialismo, sem considerar a fluidez de adaptação da linguagem das pessoas  de acordo com a situação, meio e lugar e por mais que pesquisas indiquem que a maioria dos brasileiros não utilizam da norma padrão da Língua ao se comunicar verbalmente ainda é muito presente a intolerância e  até mesmo de segregação sofridas por muitos devido às suas diferentes formas de falar. Tais atos de discriminação infringe um dos direitos básicos previsto no caput do artigo 5º da Constituição Federal Brasileira que garante a isonomia, ou seja, a igualdade dentre todos os cidadãos sem distinção de qualquer ordem.

Em síntese o preconceito linguístico é um problema fortemente presente na sociedade brasileira e por infringir a essência da Constituição Brasileira, instâncias legislativas responsáveis como o Senado deve aprovar um projeto de leis que auxilie de forma efetiva a garantia constitucional de equidade social combatendo o preconceito linguístico sob pena de crime inafiançável e imprescritível, assim como outros crimes de injúria de caráter discriminatório presentes nos códigos de leis brasileiras.