Preconceito Linguístico
Enviada em 10/09/2020
A divisão entre Pré-história e história ocorreu com a criação da escrita pelos povos Sumérios. Desde então, a escrita sofreu diversas transformações. No Brasil, com a necessidade de unificar o português, surgiu no século dezenove a Norma Padrão. Apesar dos benefícios da sua padronização, surge também um problema, o preconceito linguístico, que pode ser tanto contra pessoas de certas regiões do país por causa do sotaque ou maneira de falar, quanto pela adoção de gírias e maneirismos provindos da internet.
A priori, vale ressaltar que, de acordo com a Constituição brasileira, todos os seres humanos são iguais perante a lei, e além disso, a xenofobia é considerada crime. Apesar disso, o preconceito contra pessoas de determinadas regiões, como por exemplo os nordestinos, é constante. Segundo dados da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo (DECRADI), pessoas provenientes do Nordeste são as segundas mais afetadas pela descriminação. Esse tipo de segregação pode ser bastante prejudicial e até mesmo atrapalhar a população que saí de uma região ou cidade para buscar trabalho em outra, mas não consegue por causa de suas origens.
Em segundo lugar, é importante dizer que com o advento da internet, a forma de viver da sociedade foi modificada profundamente. Uma dessas transformações foi na esfera cultural, mudando a forma de falar e de escrever. A partir da revolução industrial, existe uma praticidade e necessidade de tornar as coisas mais rápidas, com isso, cada vez mais foi incorporada a utilização de abreviações e gírias nas redes sociais. Essa incorporação acabou sendo difundida também na linguagem falada, por exemplo, expressões como “tipo”, “meme”, “trollar”, que atualmente fazem parte do vocabulário, principalmente de jovens. O empecilho é que, embora esse tipo de linguajar ser comum para quase todas as pessoas, ele não é adequado em determinadas situações, como entrevistas de empregos, TCC (trabalho de conclusão de curso) entre outros.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para conter o avanço dos preconceitos linguísticos na sociedade. Para o pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertido na criação de aulas obrigatórias para crianças e adolescentes sobre todas as regiões e culturas do Brasil, de modo que eles possam aprender a valorizar e respeitar as formas de falar e agir de diferentes lugares. Livros e materiais didáticos também serão distribuídos. Dessa forma, o Brasil poderá ser um lugar melhor.
o Tribunal de Contas da União direcione capital, que, por intermédio