Preconceito Linguístico
Enviada em 12/09/2020
Na obra modernista, ‘‘Operários’’,de Tarsila do Amaral, existe uma clara composição diversa dos povos e etnias brasileiras, o que é uma visível marca da diversidade cultural da nação.Contudo, ao realizar uma análise do Brasil pós-moderno, vê-se que tal dinamismo é inserido numa realidade desigual,uma vez que o preconceito é um traço que enfraquece a ética nacional e , dentre eles , destaca-se o preconceito linguístico.Com efeito, a fim de superar a descriminação linguística,cabe analisar a origem da questão, seja pela forte xenofobia nacional,seja pela frágil educação básica.
A priori,é fulcral ressaltar que a mentalidade xenofóbica nacional colabora para o fortalecimento dessa problemática.Nesse ínterim, evidenciando o supracitado, conforme o respeitado escritor brasileiro,Carlos Bagno, as desigualdades regionais fomentam a sensação de superioridade de grupos privilegiados e induzem a inferiorização de traços e dialetos marginalizados pela eugenia.Assim,é evidente a necessidade de superar essa questão,a qual possui origem colonial.Ademas,em consonância com Bagno,a melhor forma de superar essa mentalidade é a educação,a qual agregará conhecimentos sobre patrimônio linguístico nacional e superará ignorâncias irracionais.Logo,urge o fim dessa conjuntura,a qual demonstra a limitação cultural de certos grupos.
Outrossim, é mister salientar que problemas na educação básica nacional colaboram para esse quadro. Nesse viés,em concordância com a ativista e escritora Helen Keller, a deficiência na educação básica constrói uma sociedade marcada pela intolerância. Com isso, um fenômeno patológico social,como é o caso do preconceito linguístico, demonstra a necessidade de fortalecer as bases educacionais no Brasil,de maneira que o vilipêndio desse direito constitucional favorece o aumento dessas manifestações preconceituosas.Fora isso,vale ressaltar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos rejeita a manutenção das ideologias de superioridade cultural,visto que denotam um retrocesso para a humanidade.Dessarte,é imperioso,consequentemente, a superação desse panorama,que é contrário ao Estado democrático de Direito.
Depreende-se,portanto, que a xenofobia e a frágil educação básica fortalecem o preconceito linguístico nacional.Isto posto, compete ao Ministério da Educação criar projetos educacionais,por meio de cartilhas,palestras e propagandas ,as quais valorizem a singularidade de cada região do país,com a finalidade de disseminar conhecimentos culturais,a fim de superar a xenofobia.Além disso,incube às escolas do ensino fundamental criar projetos interativos,por meio de feiras,gincanas e brincadeiras,as quais conversem acerca da necessidade de respeitar e valorizar todos os dialetos regionais, com fito de suprimir a discriminação linguística,no país.Feito,ver-se-á o patrimônio linguístico nacional valorizado.