Preconceito Linguístico

Enviada em 12/09/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, o preconceito linguístico no Brasil carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto. Dessa maneira, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater os preconceitos das linguagens nativas do país. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete, não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área educacional, especifica de letras, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados ao respeito cultural da linguagem e infraestrutura de base, medidas essas que combateriam o preconceito verbal e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da antipatia ao linguajar cultural, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência tanto na resplandecência de um senso crítico civil, quanto na base de um aprendizado educacional analítico sobre entraves voltados ao repúdio linguístico, seu pensamento não é firmado. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a         atualidade. Desse  modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver o preconceito linguístico no país. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do combate ao repúdio de expressões linguísticas culturais, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio educacional gratuito, participação remunerada de profissionais da área educacional e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso de George B.