Preconceito Linguístico
Enviada em 13/09/2020
Durante o processo de colonização brasileira, umas das maneiras de impor a hegemonia lusitana era garantir que apenas a língua portuguesa fosse falada. Hodiernamente, nota-se que o preconceito linguístico persiste dentro da sociedade brasileira, causando consequências como exclusão e desigualdade. Portanto, é primordial que ações seja estabelecidas a prol da harmonia social.
Na obra,‘‘Preconceitos Linguísticos’’, o professor, linguista e filósofo, Marcos Bagno, aborda sobre os diversos aspectos da língua bem como o preconceito linguístico e suas implicações sociais. Segundo ele, não existe uma forma certa ou errada dos usos da língua e que o preconceito linguístico, gerado pela ideia de que uma única língua correta, baseada na gramática normativa, colabora com a prática da exclusão social. Como resultado, o aumento gradativo de indivíduos que são considerados inferiores, prejudicando o equilíbrio entre os cidadãos.
Ademais,é evidente que o fato de existir uma variante padrão, faz com que as demais sejam desprestigiadas, gerando preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito pouco discutido no Brasil, acentua ainda mais a desigualdade social no país, pois a língua está totalmente ligada a estrutura e aos valores da sociedade, e os falantes da norma culta são aqueles que apresentam maior nível de escolaridade e poder aquisitivo. Os indivíduos que sofrem discriminação linguística tendem a desenvolver problemas de sociabilidade e, até mesmo, psicológicos.
Fica claro, portanto, que a língua portuguesa é um fator decisivo na exclusão social. Por isso, a Mídia, como meio de comunicação, deve realizar campanhas informativas sobre a variação linguística, com intuito de incentivar a riqueza dessa variação e como diferentes falares brasileiros contribui com a identidade nacional. Dessa maneira, a partir dessas ações, não se repetirá a “imposição da língua portuguesa” que ocorreu durante a colonização.