Preconceito Linguístico
Enviada em 13/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - prevê, em um dos seus artigos, o direito ao respeito diante da liberdade de expressão para todos. No entanto, parte da população não desfruta dessa garantia, visto que o preconceito linguístico ainda é recorrente no século XXI. Nesse contexto, é possível pontuar não só a falha na democratização da educação, como também a xenofobia, são fatores presentes nessa problemática.
Nessa perspectiva, é primordial evidenciar a monetização da educação como entrave dessa situação. Segundo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Logo, a exemplo do Brasil, pessoas que não tem acesso a um ensino de qualidade não possuem o hábito de se comunicar usando, formalmente, a língua portuguesa. Consequentemente, são vistos como inferiores por algumas pessoas de intelecto elevado. De certo, mudanças são indispensáveis para evitar essa questão no país.
Ademais, destaca-se, ainda, a xenofobia como consequência nessa temática. De acordo com o renomado jornal O Globo, 28% dos participantes de uma pesquisa afirmaram que sofreram preconceito linguístico ao migrarem para outras regiões. Diante disso, percebe-se que parte da sociedade não é hospitaleira com pessoas de culturas diferentes, criticando, por exemplo, os sotaques. Desse modo, é preciso modificações em âmbito social.
Portanto, sem dúvida alguma, medidas são essenciais para combater o preconceito linguístico. Cabe ao Governo brasileiro trabalhar na democratização do acesso à educação. Também, convém ao Poder Legislativo do país formular leis que visam a punição daqueles que praticarem crimes como a xenofobia, por meio de pagamento de cestas básicas ou prestações de serviços comunitários, para que os índices de discriminação diminuam. Sendo assim, mais indivíduos poderão desfrutar da Declaração Universal dos Direitos Humanos.