Preconceito Linguístico

Enviada em 13/09/2020

A Monopolização da Gramatica Normativa.

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o preconceito linguístico apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas humanas e sociais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito linguístico deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobes o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, milhares de pessoas que não utilizam a gramatica normativa são oprimidas. Dessa forma, a norma culta da linguagem é autoritariamente aplicada sobre diversas regiões Brasileiras. Assim sendo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a intolerância cultural associada a sócio-econômica como promotoras do problema. Partindo desse pressuposto, torna-se necessário ter consciência de que o preconceito linguístico deriva da construção de um padrão imposto por uma elite econômica e cultural que julga como um “erro” tudo aquilo que se diferencia desse modelo. O Brasil é um país diversificado culturalmente, portanto, é inaceitável que um grupo de pessoas sejam consideradas inferiores pela sua forma de falar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esses prejulgamentos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade Brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a discriminação linguística, necessita-se urgentemente que o tribunal de contas da União direcione capital, que por intermediário do ministério da educação, será revertido em ações que valorizem culturalmente todas as classes sociais e seus costumes dentro das instituições educacionais. Assim sendo, a sociedade de forma integral será ensinada a respeitar e a lidar com as inúmeras distinções existentes em todo o território nacional. Desse modo, atenuar-se-á médio e longo prazo, o impacto nocivo do preconceito linguístico, e a coletividade alcançará a Utopia de More.