Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2020
O Preconceito Linguístico foi disseminado no início da colonização brasileira pelos portugueses, que não reconheciam as línguas indígenas e impuseram, de forma etnocêntrica, a catequização dos nativos. Diante dessa perspectiva, criou-se um prejulgamento linguístico regional, como também ocorreu a desconfiguração das línguas nativas: tupinambá, carijós, etc. Nesse sentido, é conveniente que se analise esses fatos.
É notório que há uma vasta variância linguística regional no Brasil, mas boa parte da população, formada por grandes poderosos econômicos, idealiza que muitos brasileiros falam incorretamente. Dessa maneira, o preconceito foi instaurado pela sociedade aristocrática, e consequentemente espalhado por outras regiões brasileiras. Após a migração de nordestinos para o Sudeste, - em busca de empregos - percebe-se que a antipatia do sulista contra o sertanejo foi só aumentando.
Além disso, a vinda dos catequistas para o Brasil trouxe consequências irremediáveis para a cultura dos índios e escravos, que foram submetidos, forçadamente, a esquecer suas origens, costumes e línguas. Dessa forma, houve, na História do Brasil, a ascensão da cultura lusitana que trouxe, para a colonia brasileira, conflitos entre portugueses e aborígenes. Não obstante, na primeira fase do Romantismo, alguns autores: José de Alencar e Gonçalves Dias, idealizavam o índio como herói nacional e priorizavam, em seus poemas, a fala e o modo de vivência desse povo que fora esquecido e que foi é primordial para o desenvolvimento brasileiro.
Tendo em vista o que foi discutido, é necessário, portanto, que o Ministério da Cultura e da Educação, deem destaque ao ensino não só da Língua Portuguesa, mas também da a indígena que foi importante para a construção identitária do país, uma vez que a linguística desse povo está a cada dia desaparecendo das discussões sociais e acadêmicas. Desse modo, é importante que a sociedade tenha consciência que a língua é viva e está sujeitas a mudanças.