Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2020
Na Grécia Antiga, os povos que não falavam a língua grega e consequentemente não tinham a mesma cultura, eram vistos e julgados como bárbaros. De maneira análoga, é irrevogável que o preconceito linguístico ainda é uma realidade e constitui uma problemática social a ser combatida. Com isso, é importante analisar os desdobramentos dessa conduta e suas consequências para a sociedade, além de viabilizar meios de solucionar essa problemática.
A princípio, é válido ressaltar que no Brasil, que é um país de grande extensão territorial e consequentemente uma grande variedade linguística, infelizmente possui um preconceito linguístico acentuado. Muitos indivíduos brasileiros são descriminados por suas singularidades ao se expressarem. E além disso, utilizam o conhecimento da gramática normativa como instrumento de distinção da parcela da população menos culta. Um exemplo que comprova isso, é que a parte jurídica e as leis são escritas de forma culta e com uma linguagem difícil de ser interpretada por uma pessoa de menor grau de escolaridade, ocasionando, lamentavelmente, uma segregação social e ainda está sujeito a manipulação dos seus representantes.
Ademais, é de conhecimento geral que uma das grandes funções do ensino escolar é formar cidadãos conscientes. Entretanto, lamentavelmente, com a falta de debates sobre variações linguísticas do país e até do mundo, propiciam o preconceito nas escolas. Segundo o físico Albert Eisten, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito instaurado. Nesse sentido, é importante viabilizar meios de solucionar essa problemática e garantir que a criança que foi excluída ou hostilizada por expressar a maneira de falar diferente dos demais, não tenha a sua voz silenciada.
Segundo o pensador Comte, é necessário crer para prever e prever para prover. Logo, é necessário que o Ministério da Educação reestruture a grade curricular do ensino fundamental e médio, focando nas diferenciações lexicais brasileiras e suas origens, por meio de historiadores. Com a finalidade de diminuir os casos de “bullyng” por variações linguísticas. Outra proposta, é que a mídia em parceria com o Ministério da Justiça promova debates e informações sobre as leis e a parte jurídica, nas quais sejam explicadas de forma simples e de fácil entendimento, com o intuito de diminuir a segregação social causada pela distinção da população menos culta para a mais culta. Dessa forma, a problemática será resolvida a longo prazo e o preconceito linguístico sofrido pelo os bárbaros na Grécia Antiga não seja mais propagado para a sociedade comtemporânea.