Preconceito Linguístico

Enviada em 14/09/2020

Diante do cenário histórico nacional, o importante autor Gilberto Freyre publicou nos anos 30, a obra “Casa-grande e senzala”, na qual é manifestado o entendimento do escritor acerca da formação do brasileiro sociável e consequente surgimento do Brasil, fazendo uso de um paralelo entre a minoria detentora de poder e uma camada popular oprimida. Nesse sentido, faz jus a uma matriz literária que representa o molde da sociedade hodierna que se associa ao preconceito linguístico no Brasil. Nessa perspectiva, evidencia-se como mazela intrínseca à alienação civil no que se refere à condição socioeconômica, bem como a negligência pública notória da ausência de políticas que defendam a diversidade idiomática.

É pertinente ressaltar, a princípio, que a conduta displicente baseada em uma índole apática tem sido disseminada socialmente, e se tornado precursora da pauta em evidência. Isso posto, o sociólogo Gilberto Freyre, em sua obra, faz uso de um viés histórico marcado pela sociedade colonial influenciada pelo intenso multiculturalismo. Em face disso, tal temática ultrapassa a tendência literária através das condições socioeconômicas, na qual, muitas das vezes a coletividade não tem um índice de escolaridade de grande conhecimento da norma padrão, o que gera o preconceito linguístico devido à população de baixa classe social não ter domínio sobre a língua portuguesa. Em virtude disso, há o amentou da exclusão do corpo social e consequentemente podendo chegar a ficar depressivo.             Outrossim, é pertinente pontuar a falha sistemática pública, tendo em vista a negligência das esferas governamentais. Nessa lógica, evidencia-se o oportunismo estatal que, segundo o historiador Leandro Karnal, é fruto da limitação ética e democrática da liderança nacional, fundamentada na corrupção, o que leva a restrição de projetos que suscitam a cidadania. Analogamente, apesar do surgimento de instituições que controlar os problemas sociais, como intolerância linguística e racismo, ainda não está presente na nação tupiniquim, os direitos falantes das línguas minoritárias. Por conseguinte, a lutar contra o preconceito linguístico torna-se árdua e atenuação do problema, na sociedade brasileira, é dificultada.

Destarte, cabe ao Governo Federal, mediante ao Ministério da Educação, elaborar projetos como aulas educacionais sobre a língua predominante em cada estado, para que assim possa alcançar a população mais carente de cada cidade, por meio de investimento financeiro e bolsas de estudos para as pessoas aprenderem a ler. Sendo assim, com intuito de que o corpo social possa ter acesso aos domínios da língua portuguesa, a fim de que essa problemática seja cada vez menos recorrente, no Brasil, e os indivíduos possam ter o bem-estar garantido através das ações do Estado.