Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

A linguagem, assim como a cultura é um conjunto de saberes que uma determinada sociedade usa para se identificar, em ambos existe a maneira mais culta e formal e também a maneira informal e popular, sendo considerada uma superior a outra, isso gera uma segregação linguística, que afeta principalmente a população com menos estudos.

É importante a existência de normas que regularizem a escrita e definam as regras, no entanto essas não devem tornar-se instrumentos de exclusão social. Segundo Ruth Benedict, antropóloga americana, “a cultura é uma lente na qual o homem vê o mundo”, ou seja, é automático perceber o mundo através de si mesmo, e julgar como certo seu modo de vida, de falar, seu sotaque e sua cultura, não considerando a forma de se desenvolver de cada local, o contexto histórico presente e o que se valoriza naquela comunidade, esse etnocentrismo resulta em preconceito.

As regras gramaticais devem ser exigidas nas escolas,pois nos vestibulares, nos concursos, em entrevistas de emprego e também quando já está inserido no mercado de trabalho, é importante se comunicar de maneira clara em uma linguagem que transmita a todos a mesma mensagem. Porém num ambiente informal, em que se entenda a  fala pelo contexto, não há necessidade de uso da norma culta, e isso deve ser aceito e tolerado.

Ratificando, como existe uma forte segregação linguística, é fato que deve ser combatido. É de suma importância que a mídia como uma formadora de opinião pública deixe de estereotipar, os personagens de acordo com sua maneira de falar e sim invista na conscientização para desconstruir o preconceito linguístico. E também o Ministério da cultura incentive a valorização de sotaques linguísticos na grade curricular de ensino, exigindo dos alunos estudos e trabalhos mais aprofundado sobre o tema.