Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

A comunicação com outros indivíduos foi primordial para a evolução humana. Os seres humanos foram a única espécie a desenvolver uma linguagem simbólica, e segundo o antropólogo Lévi-Strauss é a linguagem que separa cultura da natureza. As diferentes formas de se falar a língua portuguesa se dá pelo fato da longa extensão territorial brasileira. A língua, por sua vez, é viva e mutável podendo variar de um lugar para o outro. Contudo, a linguagem é mais um pilar para a discriminação social. Diante disso, é necessário analisar este problema.

Existe na sociedade uma busca pela gramática normativa, que é a gramática que tem como objetivo ditar regras posicionando-se como a única forma correta. Isso é decorrente da implantação do português na época da colonização europeia, que julgava a língua tupi como errada.

Entretanto, atualmente a situação continua a mesma. Pessoas julgam a maneira de falar alheia impondo status social e inferindo insultos físicos, verbais e psicológicos ao outro. Há casos recorrentes de empresas que usam como atributo para admissão de novos funcionários o uso da gramática normativa, reforçando ainda mais a divisão de classes. Atores ao início de sua carreira são forçados a perder o sotaque de sua terra natal por conta dessa gramática normativa, acarretando à uma menor representatividade dos povos que falam de maneira semelhante.

Pois então, a fim de combater o preconceito linguístico é necessário que o poder legislativo em colaboração com o ministério da justiça criem leis que penalizem esse tipo de prática. É de suma importância que o MEC promova eventos culturais, tais como, teatros e filmes com atores de diferentes partes do Brasil, afim de amenizar os casos de preconceito linguístico, e que as secretárias de educação desenvolvam projetos nas escolas para que as crianças se conscientizem sobre as diferentes maneiras de se falar a língua portuguesa.