Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

Preconceito linguístico é qualquer demonstração de intolerância a respeito

do modo como um grupo ou uma pessoa se expressa. Na novela A Força do Querer, de Glória Perez, a personagem Ritinha enfrenta esse dentre outros preconceitos ao se mudar do interior do Pará para a capital do Rio de Janeiro. E, de fato, na realidade o preconceito linguístico também está atrelado ao preconceito social e a imposição da norma culta.

Primeiramente é importante destacar que o preconceito social instiga o preconceito linguístico. A exemplo, a cultura das comunidades e das favelas são frequentemente marginalizadas. No livro naturalista O Cortiço, de Aluísio Azevedo o autor compara os moradores de um morro carioca com animais usando verbos e outros recursos expressivos para bestificar o modo de vida e de expressão dos habitantes do morro. Isso ilustra como o preconceito linguístico está atrelado ao preconceito social.

Ainda mais, a imposição da norma culta marginaliza outras formas de expressão. Em muitas escolas vários alunos de diferentes idades são repreendidos por usarem por usarem expressões típicas dos ambientes que vivem. Porém, apesar do uso do regionalismo ser considerado “errado” por muitas pessoas, o grande autor Guimarães Rosa acreditava que a língua era viva e dinâmica, então usou sua habilidade de escrita versátil justamente com o intuito de captar a essência do interior de Minas Gerais.

Portanto, é observado que o preconceito social está intimamente ligado com o preconceito linguístico. Para diminuir este fato, o Ministério da Cultura em parceria com escolas estaduais poderia ministrar palestras e atividades abertas às comunidades sobre como combater e não praticar o preconceito linguístico. Além disso, a Câmara dos Deputados poderia fazer um projeto de lei para que o preconceito linguístico fosse criminalizado. Desse modo, o Brasil prepararia os cidadãos contra a prática deste preconceito.