Preconceito Linguístico
Enviada em 16/09/2020
Muito se discute acerca, do preconceito linguístico mas pouco entende quais os motivos dessas diferenças. Tal realidade se concretiza, todos os dias nas rádios comunitárias que não expande à toda sociedade.No entanto, a aversão do diferente é gritante. Assim, torna-se necessário enfrentar tal problemática com a cooperação do estado e da sociedade.
Diante, dessa realidade de prejulgamento linguístico, o que tem produzido é uma falta de empatia com o diferente, sem conhecer a realidade do outro. No livro “Quarto de despejo” de Carolina de Jesus, é muito presente a gramática natural em toda obra, é uma linguagem simples, pouco planejada, com frases curtas e direta, relatando o cotidiano de uma favela em São Paulo, o entendimento do livro é alcançado à todos que dispõe a ler. Esse livro faz parte da cultura marginal pouco divulgada no país, mas tem um grande alcance social e representa os marginalizados.
Outro fator que eleva a aversão linguística , são alguns gêneros musicais como funk e o hip hop, sendo que o primeiro é originado das favelas cariocas e o segundo no metrô São Bento em São Paulo. Esses estilos musicais é uma exclusão social, sendo que a maioria dos brasileiros fazem parte dessa realidade. Essa segregação socioespacial faz parte da maioria das grandes cidades brasileiras.
Portanto, faz-se necessário a tomada de medidas a fim de superar essa antipatia da gramática popular ou marginal. Para isso, as secretarias de comunicação e lazer de cada município deve promover festivais, sarau e literatura para compartilhar experiências culturais à toda sociedade. Com muita publicidade e propaganda em tvs, rádio e mídias sociais desses eventos. Dessa forma, podemos criar uma sociedade civil mais harmoniosa que respeita o seu semelhante apesar das diferenças.