Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de grandes mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois a persistência do preconceito com línguas distintas carece de modificações, uma vez que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso decorre não só pela negligência governamental, como também pelo despreparo social neste âmbito. Dessa forma, é de extrema importância a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento do país.

Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal para combater a preconceito linguístico. De acordo com a filosofia aristotélica o estado será bom quando governado para o bem comum, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato advém, ora pela falta de aplicação das leis, já que a discriminação e intolerância são crimes, ora pela carência no incentivo a denuncia, medidas estas que possibilitariam maior desenvolvimento social, mas, devido à falta de disposição governamental, isso não é concretizado.

Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com o julgamento errôneo na forma correta da língua, visto que o acesso à informação de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, evidencia não só a dificuldade de conhecer e entender as variedades de línguas que existem, bem como a exclusão social, principalmente linguagens de outras regiões. Sendo assim, uma mudança no ensino da sociedade será imprescindível para resolver o impasse.

Inferem-se novas maneiras para solucionar a discriminação linguística. Logo, o Estado, aliado às Prefeituras municipais, por meio de capital governamental, deve promover não unicamente campanhas para apoio a denuncias, capacitação e aprendizagem dos indivíduos acerca de uma forma sensata para combater o preconceito, como também programas sociais em centro comunitário com a cooperação de profissionais da área educacional e representantes do governo, em prol de melhorias no apoio estatal, a fim de englobar todos a causa e atenuar o problema. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.