Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2020
A Constituição Federal, de 1988, prevê a todos os cidadãos, o direito à educação, segurança e respeito cultural. No Brasil, entretanto, o preconceito linguístico tem sido muito comum, principalmente com povos das regiões do Nordeste, configurando uma afronta a condição humana. Nesse sentido, vale analisarmos as principais causas, consequências e uma possível solução para o problema.
Primeiramente, entre as principais causas, é possível destacar a formação do Brasil, desde os trabalhos de expansão dos bandeirantes, com o sudeste como o centro econômico do país. Com o Rio de Janeiro e São Paulo exercendo influência cultural sobre os outros estados, como o controle da televisão e hegemonia sobre o esporte, etc, todo o país vivencia influência cultural e linguística desses povos. Dessa forma, forma- -se uma cultura linguística etnocêntrica das regiões mais ricas do país sobre as mais pobres.
Todavia, há quem se ver preocupado com as consequências dessa formação etnocêntrica, segundo os sociólogos, essa formação a grande responsável pelo preconceito linguístico existente. Segundo os linguista, não existe o falar errado pois a gramática não representa a língua, assim como o mapa mundi não é uma representação exata da geografia da Terra. Desse modo, precisamos reconhecer que existe diferentes formas de fala para que possamos combater o preconceito linguístico.
Portanto, para que as prescrições Constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem práticas, medidas precisam ser tomadas pelas autoridades. O governo federal deve, por meio de campanhas na internet, televisão, entre outros, promover a educação da população a respeito do preconceito linguístico, com o uso de influenciadores digitais e artistas da televisão. Espera-se, com isso, que a população se der conta da diversidade linguística do país e que a cultura etnocêntrica do sudeste seja diminuída.