Preconceito Linguístico

Enviada em 15/09/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu criticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos  semelhantes no que tange à questão do Preconceito Linguístico. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a Negligência do poder público, bem como o Comportamento social.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, o Preconceito Linguístico. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o Comportamento Social. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformando em lei universal. No entanto, no que tange à questão do Preconceito linguístico há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício na denúncia.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio da ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o Preconceito Linguístico. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Machado de Assis pudesse se orgulhar .