Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2020
O filme “Extraordinário” retrata a história de Auggie Pullman, um menino que sofre com piadas na escola por ter nascido com deformidade facial. Fora da ficção, o quadro não se mostra diferente, visto que a sociedade impõe muitos padrões, inclusive o linguístico. A parcela da população sofre preconceitos por simplesmente se expressar de modo diferente. Tal problemática ocorre devido a uma forte desigualdade social e ineficácia governamental. Portanto, medidas são necessárias para modificar o impasse.
Em um primeiro plano, vale salientar que, à medida que a segregação social vai se tornando maior, leva a contribuir para o aumento do preconceito linguístico. Dessa forma, apesar de no Brasil haver diferentes culturas e pronúncias, ocasiona em uma sociedade que pouca aceita expressões que estejam muito distantes da norma culta. Entretanto, uma boa parte da população não possui uma escolaridade adequada. Segundo o IBGE de 2018, apenas 48% da população com 25 ou mais concluiu o ensino médio. Logo, a forte disparidade social acarreta para a contínua realidade de pouca tolerância linguística.
Ademais, é oportuno comentar que, a má gestão governamental é um dos obstáculos para alterar a conjuntura hodierna de pré julgamento da fala do próximo. Dado que, com baixos investimentos na educação provoca em uma parte do corpo social intolerante e assim dispersando mais hostilidade. Em virtude disso, pode-se relacionar a teoria do John Locke a cerca do Contrato Social que teoriza que uma vez que o indivíduo abdica de seu Princípio de Natureza é esperado que o Estado saiba governar. Logo, ao os cidadãos confiarem na gestão do governo, é aguardado mais educação e menos discriminação.
Diante do exposto, depreende-se a necessidade de implementações. Desse modo, é fundamental que o Estado conceda maiores investimentos, a partir dos impostos, para o Ministério da Educação possuir uma maior verba com o destino de um meio educacional mais bem preparado. Com o fito de gerar em uma sociedade com mais oportunidades, e assim levar a diminuição da segregação social. Sendo desta maneira, a proporção que o cidadão for menos ignorante haverá mais tolerância, quanto as diferentes pronúncias, e menor será o preconceito linguístico.