Preconceito Linguístico

Enviada em 16/09/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura que todos os brasileiros são iguais. No entanto, em um país enorme como o Brasil, as diferenças são fartas, em especial quando se trata da língua falada, que apesar de predominantemente ser o Português apresenta variações, gerando o condenável preconceito linguístico, por desconhecimento da função da língua e da história brasileira, negando a maior riqueza nacional que é a diversidade.

Primeiramente, aqueles que condenam como errado a forma de falar ou escrever de quem não segue a norma culta agem por ignorância, como defende o linguista Marcos Bagno em seu livro Preconceito Linguístico, tendo em vista que o objetivo de uma língua é transmitir mensagens, e não seguir regras gramaticais, sendo as regras necessárias em determinadas situações, como em uma redação de vestibular por exemplo.

Por conseguinte, faz parte da história do Brasil o alto índice de analfabetismo, haja vista que a coroa portuguesa proibiu o ensino público em sua colônia americana por séculos, já que o seu objetivo era comercial e não de desenvolvimento social. Logo, as regiões do país foram desenvolvendo suas formas de comunicação com a influência dos seus diversos povos, criando regionalismos e riqueza vocabular, não respeitando totalmente a norma culta portuguesa.

Por fim, com o objetivo de diminuir a problemática analisada o Ministério da Educação deve, por meio de projetos culturais em escolas públicas e privadas, promover a riqueza vocabular brasileira em saraus com música e literatura regional. Dessa forma, os diversos dialetos do país terão lugar de destaque na sociedade, dando orgulho aos seus falantes, garantindo a riqueza cultural nacional tão bem representada nas diversas formas de arte nacional. Assim, igualdade que a Constituição de 1988 garante será respeitada dentro da diversidade brasileira.