Preconceito Linguístico

Enviada em 16/09/2020

Na obra “Preconceito Linguístico’’, o escritor brasileiro Marcos Bagno afirma que “todo falante de uma língua sabe essa língua”. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega. Visto que, no Brasil, a língua portuguesa apresenta um grau de diversidade exorbitante, na qual contribui para o preconceito linguístico. Sendo assim, medidas devem ser tomadas para mitigar essa questão social.

Precipuamente, é fulcral pontuar que as escolas atuam como promotor do problema. Uma vez que, não discorrem da diferença da língua falada e da língua culta-padrão, no qual corroboram para que parte dos estudantes considerem como ‘’erro’’ quaisquer variedades diferentes de uma mesma língua. Tudo isso, na tentativa de unificação da língua culta-padrão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa prática de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que, segundo o sociólogo Pierre Bourdie, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, mas sobretudo na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa física. De acordo com o jornal “O Globo”,cerca de um pouco mais de 70% da população brasileira sofre preconceito pela forma de falar. O que é inadmissível em um país formado por pluralidade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o preconceito das variedades da língua portuguesa, o Ministério da Educação juntamente com os professores, através das mídias sociais e publicitárias, implementar nas escolas campanhas de valorização da variantes linguísticas, afim de emponderar e conscientizar todas as formas de expressão. Desse modo, atenuar-se á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do preconceito linguístico.