Preconceito Linguístico

Enviada em 16/09/2020

O Brasil é um país de dimensões muitas vezes associadas ao tamanho de um continente, logo, diante dessa característica é conveniente que em território nacional se encontre variações no modo de falar a Língua Portuguesa, idioma oficial do país. Contudo, percebe-se que muitas vezes essa variação não é aceita por uma parcela da população, constituindo o preconceito linguístico. Tal preconceito provém de uma ignorância na diferenciação entre língua e a gramática normativa, e da falta de interesse sobre a cultura do falar.

Em primeiro lugar, é importante analisar a falta de conhecimento de muitos brasileiros sobre a diferenciação entre a língua e a gramática normativa. A língua é uma ferramenta de suma importância para o povo de uma nação uma vez que  constitui-se como elemento que auxilia na comunicação e interação entre os indivíduos. Nesse contexto há duas facetas, uma no que se refere a língua em si, aqui podemos mencionar a gramática normativa que seria um conjunto de normas responsáveis por padronizar a escrita da língua e facilitar o entendimento por todos, e outra que seria a língua como fala, que não necessariamente segue os padrões estabelecidos pela gramática. Assim, o desconhecimento dessa diferença auxilia na construção de uma ignorância responsável pelo preconceito linguístico.

Além disso, é indubitável falar do desinteresse de muitos sobre o conhecimento da cultura de fala de determinado grupo ou região do país. Por se tratar de um país multicultural e bastante desigual quanto o acesso a escolaridade de boa qualidade, a língua oficial do Brasil, a Língua Portuguesa, sofre influências de variados fatores, seja pela baixa escolaridade como mencionado ou pela própria cultura de determinada porção analisada, pois o modo de dizer, sotaque e o  vício de linguagem também constituem como componentes de críticas do preconceito linguístico. Contudo, o não interesse de muitas pessoas em não conhecer a história, a cultura, e até mesmo as variações da língua em determinada região ou no país como todo,pode ocasionar tal ação pejorativa em um país como o Brasil.

Portanto, visto que a língua constitui-se como elemento de suma importância na comunicação e interação entre os indivíduos em determinado espaço, o governo federal, junto ao Ministério da Educação, deve promover uma maior distribuição de livros da matéria de Língua Portuguesa que tratem da diferença entre língua e gramática normativa, de modo a deixar claro no conhecimento do aluno que existe vários modos de falar e apenas um de escrever dentro do idioma tratado. Tal ação realizada por parte dos professores busca uma maior aceitação das variações em território nacional. No mais, escolas devem promover ,por meio de mesas redondas, debates que impulsionem os alunos a conhecerem mais a cultura do país, Tudo isso para a quebra do preconceito linguístico.