Preconceito Linguístico
Enviada em 20/09/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, o preconceito linguístico contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que no Brasil muitos grupos sociais são vítimas de discriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da mentalidade social e do sentimento de superioridade.
Em primeira análise, a lenta mudança na mentalidade social mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o preconceito contra a linguagem é fortemente influenciado pelo pensamento coletivo, pois se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua resolução ainda mais complexa.
Outrossim, a sensação de superioridade de alguns indivíduos dificulta a superação do preconceito. A Teoria da Eugenia, utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto brasileiro atual, a noção eugênica pode ser percebida na exclusão social daqueles que utilizam uma linguagem considerada inferior. Logo, para sua diminuição, é preciso romper com esse pensamento.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para mitigar o preconceito linguístico. Para isso, cabe as prefeituras, em parceria com as escolas, desenvolver projetos municipais, como eventos que exploram a língua portuguesa, a serem realizados com a participação da comunidade, por meio de apresentações teatrais e musicais, haja vista o poder transformador da arte. Desse modo, com o fito de promover a elucidação da diversidade linguística e, principalmente o respeito, a reflexão de São Tomás será vivenciada na sociedade.