Preconceito Linguístico

Enviada em 04/10/2020

No período do Império Romano, os nativos consideravam todos aqueles que não falavam sua língua como bárbaros, uma nomenclatura que indicava uma pessoa como não civilizada e inferior. Hodiernamente, no Brasil, nota-se que esse imbróglio persiste como preconceito linguístico, visto que a terra canarinha possui uma cultura bastante diversificada. Logo, percebe-se que esse problema, cuja causa relaciona-se à negligência estatal, gera consequências negativas à inclusão social.

Mormente, é evidente a falta de ação do Estado como uma das causas do problema. De acordo com o artigo 1 dos Direitos Humanos, todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Contudo, observa-se o descaso governamental quanto aos brasileiros que adotam a expressão de fala mais distante da gramática normativa, podendo gerar conflitos entre os cidadãos que divergem no discurso de suas respectivas regiões, além de desconsiderar o exigido pelo primeiro artigo dos DH. Dessa forma, esse desmazelo estatal representa uma das causas da adversidade.

Ademais, entende-se a segregação social como uma das consequências. Segundo o Iluminismo, uma sociedade só irá progredir quando, os indivíduos que vivem nela, começarem a se mobilizar um com os outros. Nesse sentindo, verifica-se que a exclusão de indivíduos, que apresentam discordância na fala com aquela considerada culta, será, somente, prejudicial para a sociedade. Desse modo, entende-se a segregação social como um dos prováveis efeitos negativos.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução dessa dificuldade. Cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas informacionais por meio das escolas, apresentando a extensão cultural brasileira como riqueza própria do país e não como ferramenta para gerar desavenças. Posto em prática, espera-se a conscientização dessa desavença na maior parte do território brasileiro, para que não haja confusão entre as pessoas. Assim, espera-se que o preconceito linguístico seja atenuado no século XXI.