Preconceito Linguístico

Enviada em 26/10/2020

No contexto brasileiro, é visível a desigualdade social presente no país, sendo vista em várias situações, sendo uma delas: no preconceito linguístico. Segundo o professor, linguística e filósofo Marcos Bagno: “o preconceito linguístico é toda repulsa as variedades linguísticas de menos prestígio social”. Dentro dessa questão, pode-se relacionar a desigualdade social com o alto índice de analfabetismo. Outro fator existente é a forma que a sociedade lida com a pronúncia e gramática de cada região do país.

Em primeira análise, o cenário brasileiro sempre foi composto por desigualdade e desrespeito ao próximo, e isso não é diferente quando se trata de variedades linguísticas. Frente a isso, é importante relatar que muitas pessoas não possuem condição financeira estável para frequentar cursos, escolas, faculdades, grupos de estudos, entre outros. Sendo assim, uma parte da população possui o vocabulário pobre em relação aos outros cidadãos que têm oportunidades e condições estáveis. Conforme dados apresentados pelo IBGE: “O Brasil possui um alto nível de analfabetos funcionais, classificação as pessoas que frequentaram a escola por um período insuficiente para desenvolver habilidades de leitura e redação.” Logo, se torna claro a situação de injustiça vivida por estas pessoas.

Outra preocupação constante é o preconceito regional,  indivíduos que ocupam as regiões mais ricas do país manifestarem algum tipo de aversão ao sotaque ou aos regionalismos típicos de áreas mais pobres. De acordo com a poesia de Carolina Cristiane Correâ: “Menos ataques e muito mais sotaques. Misturas, variedades, miscigenação somar muito mais que diminuir.” Desse modo, é importante entender e respeitar a língua de cada cidadão, o seu sotaque, os seus costumes, o jeito de se expressar com gestos e posicionamentos, os quais são específicos e únicos de cada região, pois é isso que o Brasil representa, diversidade e respeito.

Pela observação dos fatos mencionados, conclui-se que a desigualdade vivenciada pelos brasileiros por milhares anos, prejudica muito os seres humanos. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Governo, intervir na forma que a população caminha e diminuir a desigualdade social e o preconceito na sociedade brasileira, por meio de práticas como implementar a adequação linguística. A fim de que a sociedade seja mais igualitária e justa, valorizando o respeito a próximo. A partir dessas medidas, o Brasil será um país mais honesto, valorizado pela população e respeitado.