Preconceito Linguístico
Enviada em 09/11/2020
No livro ‘‘Preconceito Linguístico: o que é e como se faz’’, do autor Marcos Bagno, é retratado que não há uma forma correta ou errada de se comunicar. No entanto, percebe-se que, na atual realidade brasileira, muitos indivíduos apresentam comportamentos preconceituosos contra pessoas que exercem sua fala de acordo com uma perspectiva cultural, o que é um grande problema pátrio. Desse modo, como causa desse impasse, destaca-se um contexto histórico sobre o modo de falar, que por sua vez,resulta em um maior número de vítimas do preconceito linguístico.
Inicialmente, é vital que a discriminação feita por parcela da sociedade contra determinadas falas está atrelado ao contexto histórico brasileiro. A esse respeito, no século XVI, os colonizadores portugueses utilizaram apenas seu idioma como meio de catequizar os índios, excluindo os idiomas nativos. Nesse contexto, é visível que esse preconceito iniciado no período colonial perpetua até a contemporaneidade entre os cidadãos do Brasil, o que demonstra que essa cultura deve ser extinta.
Por conseguinte, o preconceito linguístico resultado de atos passados, fomenta uma maior vulnerabilidade de grupos minoritários que exercem uma língua ‘‘diferente’’ da maioria. De acordo com o sociólogo Habermans, os meios de comunicação são cruciais para o desenvolvimento de elos coletivos. Nessa perspectiva, é por intermédio da fala que os cidadadãos conquistam seus direitos, logo, exercendo a discriminação contra determinadas linguas, é retirar o direito de fala de grupos sociais que vivem à margem da sociedade.
Dessa maneira, a herança histórica da colonização brasileira é a principal fomentadora do preconceito linguístico. Nessa lógica, é dever do Ministério da Cidadania, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, destinar recursos para a criação de campanhas que demonstre as mazelas causadas pela discriminação de determinados modos de falar, para que assim, a sociedade aprenda e minimize os casos de preconceito.