Preconceito Linguístico
Enviada em 22/11/2020
A vinda dos padres Jesuítas no Brasil Colônia, resultou na catequização forçada dos Indígenas, sendo evidenciada a supremacia européia diante a uma cultura divergente. Assim, a missão objetivava a educação dos nativos, tornando-os “bons selvagens” educados na Língua Portuguesa. Desse modo, ao conectar a história dos índios mediante a atual situação do país relacionado ao preconceito linguístico, percebe-se que tal adversidade possui raízes consolidadas a um passado intolerante. Portanto há problemáticas a serem discutidas, como: A padronização linguística regional e as consequências advindas deste ato.
Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, a centralização regional foi desenvolvendo-se de forma heterogênea pelo Brasil, de modo que as principais atividades industriais e o acumulo de capitais fossem englobadas nas regiões pertencentes ao centro-sul. Com isso surgem resultados característicos de uma padronização regional, interligadas tanto as atividades comerciais como também na subjugação da correta maneira de se pronunciar a Língua Portuguesa, agindo de forma excludente perante aos variados sotaques existentes no país.
Entrementes, o filme de nacionalidade brasileira do gênero comédia ,Jeca Tatu, representa as diversidades linguísticas encontradas no Brasil, demonstrado de forma cinematográfica a história de um caipira nordestino. Nesse contexto, ao fazer uma analogia da ficção com o preconceito linguístico presente na sociedade, percebe-se a criação de personagens com sotaques coloquiais, tendo por objetivo a provocação de risos nos telespectadores. Dessa forma, tais divergências pronunciais refletem de forma negativa perante a população de regiões distantes dos polos centro-sul, uma vez que ao fazerem a migração de suas terras em busca por melhores oportunidades nas grandes cidades, acabam sendo vítimas de discriminação linguística, onde sofrem constrangimentos por sua forma de falar.
Segundo o filósofo Émille Durkheim, a sociedade funciona como um “corpo biológico” o qual para ser igualitário e coeso depende das partes que o compõe. Portanto, para um bom funcionamento do Estado, cabe a responsabilidade do Governo Federal junto ao poder Legislativo, na elaboração de uma lei, por intermédio de garantir a proteção dos cidadãos vítimas deste preconceito. Dessa maneira, tal lei teria a respectiva atuação diante da realização da denúncia, indiciando o discriminador como punição o pagamento de uma multa. Além disso, o Ministério da Educação deve-se por meio de palestras nos colégios demonstrar de forma didática os diferentes tipos de culturas e sotaques existentes no país. Assim, desde a infância irá ter a conscientização diante as divergências culturais do Brasil.