Preconceito Linguístico

Enviada em 15/12/2020

A Constituição Federal de 1988 - fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito a educação, bem como, a igualdade entre os brasileiros. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem cumprida, uma vez que o preconceito linguístico evidencia a falta de importância dada ao ensino por parte do governo e, também, a desigualdade ao se tratar do acesso à escola e educação. Sendo assim, é necessário que o povo reivindique seus direitos, de forma a efetivá-los. À vista disso, dois fatores são relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, o investimento em educação nas remotas regiões do país; e, igualmente, a desigualdade escolar entre os brasileiros.

Primordialmente, segundo o ex-líder político Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. A partir disso, fica nítida a importância de o governo oferecer acesso ao ensino para todos, empoderando a nação brasileira. Contudo, regiões do interior do país e periferias não têm oportunidades de aprendizados básicos, assim, os indivíduos falam e escrevem de modo incorreto. Para tanto, o Estado deve priorizar a educação, com isso, diminuir o analfabetismo juntamente com o preconceito linguístico.

Outrossim, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou, em 2018, que o Brasil se encontrava com, cerca de, 209 milhões de habitantes. Dessarte, é evidente que a população seja, em grande maioria, classe média ou pobre, assim, adultos que não tiveram oportunidade de estudar no passado carecem de ensino, visto que, a necessidade de trabalhar se sobrepõe aos estudos. Ademais, as escolas públicas não suportam a demanda de estudantes, demonstrando a desigualdade entre os que estudam em instituições particulares e públicas. Logo, tais fatores aumentam os índices de analfabetismo e geram fenômenos como a “tiponite aguda”.

É imprescindível, enfim, que o governo federal desenvolva pesquisas, por meio do IBGE, para que regiões sem acesso a instituições se manifestem, dessa maneira, o Estado poderia ofertar escolas para essas comunidades. Do mesmo modo, os governos estaduais juntamente ao Ministério da Educação devem aumentar a capacidade de alunos nas escolas públicas, por meio de projetos com a Associação de Pais e Alunos seria feito uma arrecadação de verbas para melhorias de salas de aulas. Afinal, todos os brasileiros seriam inclusos na educação básica o que reduziria o analfabetismo e o preconceito linguístico, finalmente, a Constituição de 1988 seria realmente efetivada.