Preconceito Linguístico

Enviada em 16/11/2020

O movimento literário pré-modernismo, durante o século xx, inovou as formas de artes ao incorporar aspectos culturais e sociais da época do Brasil. Nesse sentido, contempla-se a valorização do cotidiano nas obras produzidas durante o movimento, tendo em vista, a exposição de outras camadas sociais. Dessa maneira, é evidente que o preconceito linguístico é um problema, pois, segrega as variantes formas da língua. Assim, nota-se a exclusão de indivíduos por não atenderem à norma culta padrão, tendo como efeito a negligência da sociedade frente as variações linguísticas.

Em primeiro plano, é importante apontar o papel segregador pelas diferenças linguísticas no Brasil, pois, tem-se como fundamentação um critério linear linguístico na atualidade. Nesse plano, na obra ‘‘Capitães da areia’’ de Jorge Amado, é retratado a vivência de crianças marginalizadas que vivem nas ruas da Bahia. Nessa perspectiva, o livro retrata em diversos trechos os diálogos entre as pessoas da cidade e os meninos exclusos socialmente e, simboliza as diferenças separatistas entre os indivíduos, isto é, o impacto pelas diferenças das camadas sociais na linguística entre os cidadãos. Evidencia-se, portanto, as barreiras exclusivas enfrentada pelos grupos populares que não correspondem à norma culta padrão, tendo negativamente, a privação na sociedade.

Em segundo plano, vale ressaltar que a sociedade contemporânea pondera uma única forma linguística correta; a norma culta padrão, e negligência as variantes da língua. Tal fato, observa-se no livro ‘‘Preconceito Linguístico’’ escrito por Marcos Magnus, que trata da diversidade da língua e suas formas na sociedade atual. Nesse sentido, Magnus argumenta e reitera a discussão sobre a educação linguística voltada para a inclusão social e valorização da diversidade cultural. Desse modo, de acordo com a gramática portuguesa, abstém-se as formas dialéticas da língua, como a linguagem regional, social ou resquícios de oralidade na escrita, pois, são consideradas incorretas ou inadequadas na visão normativa.

Portanto, é inegável que o preconceito linguístico é um problema e exige ações interventivas imediatas. Dessa maneira, o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação nacional - deve promover nas escolas debates em aulas interativas sobre as variedades da língua e sua existência, a fim de formar cidadãos respeitosos, que reconheça a mutualidade da língua. Ademais, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Cidadania, deve atuar numa possível reformulação da grade escolar, na implementação de uma matéria a respeito da diversidade cultural brasileira, a fim de propagar a enorme variedade da nação. Assim, o movimento literário terá perpetualidade no futuro, livre do preconceito linguístico.