Preconceito Linguístico
Enviada em 17/12/2020
“Preconceito linguístico”, livro escrito por Marcos Bagno, discute a forma preconceituosa como a sociedade e a escola tratam o uso do idioma. Sequencialmente, a comunidade brasileira despreza a diversidade local e exalta a linguagem internacional. Sendo assim, é imprescindível a discussão diante o preconceito linguístico sofrido pela população nordestina, bem como a discriminação linguística no processo migratório.
Em primeira análise, é fundamental a argumentação sobre a discriminação linguística sofrida pelos nordestinos. Na telenovela brasileira “A força do querer”, a protagonista Ritinha é vítima da exclusão social paulistana, ora pelo sotaque diversificado, ora pelos trajes atípicos. Consoante à obra, a dicção natural não é vista de maneira adequada na migração, assim como as vestimentas prejudicam a cultura do Sudeste. Sob o viés sudestino, a pronúncia empobrece a superioridade da capital, contamina as raízes europeias, assim como retrocedem o mercado cultural ao trazer artesanato, roupas e músicas interioranas para as grandes cidades.
Em segunda análise, vale ressaltar o preconceito sofrido pelos brasileiros na migração. Em “Emily in Paris”, série produzida pela Netflix, Emily é submetida a situações constrangedoras e preconceituosas em Paris, haja vista a sua má fluência no idioma nativo. Conforme à produção, as divergências na língua falada e escrita, além da baixa qualidade educacional em pequenas cidades, corroboram a crescente desigualdade social. Logo, a variedade linguística em territórios contribui com a abrangência e riqueza do português, entretanto, firma-se cada vez mais a necessidade de políticas públicas para erradicar a desarmonia coletiva.
Em suma, faz-se mister a necessidade de amparo educacional sob o corpo coletivo. Portanto, o Ministério da Educação - órgão responsável pela base educacional da população brasileira - deve criar campanhas interativas, por meio de cartilhas virtuais e worshops gratuitos, a fim de que cesse a rejeição mediante à suposta inferioridade linguística, promovendo a exaltação da diversidade local e a aclamação do dialeto português.